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Domingo, 28 de janeiro de 2024

Atualizado: 25 de jan.

Esta semana marcou o início do meu estágio na PlanBørnefonden, uma prestigiada organização internacional sediada na Dinamarca, cuja missão é apoiar o desenvolvimento de crianças e jovens em países em desenvolvimento. Esta oportunidade era algo que aguardava com grande antecipação e entusiasmo. A PlanBørnefonden é conhecida pelo seu compromisso com a educação, saúde e proteção dos direitos das crianças, e estar envolvido nos seus projetos representa não apenas um avanço na minha carreira, mas também uma chance de contribuir para um impacto social positivo a nível global.


O despertar matinal para os compromissos do estágio foi um ajuste desafiante após meses de um ritmo académico mais flexível. Cada dia começou cedo, com o alarme a soar implacavelmente às 6 da manhã. A rotina matinal tornou-se um bailado entre tomar banho, vestir-me de forma profissional e apanhar o comboio para o centro da cidade. A viagem diária, apesar de breve, ofereceu-me um momento de calma antes da tempestade do dia de trabalho, onde eu podia contemplar o horizonte matinal de Copenhaga, com os seus telhados cobertos de neve e a luz suave do inverno a iluminar a cidade.


O estágio na PlanBørnefonden revelou-se uma torrente de aprendizagem e experiência. Desde o primeiro dia, fui imerso em projetos estimulantes, envolvendo-me em tarefas que exigiam não apenas o conhecimento técnico adquirido na universidade, mas também competências interpessoais e de resolução de problemas. Trabalhei lado a lado com profissionais altamente qualificad@s, cuja dedicação e competência me inspiraram profundamente. Cada tarefa concluída, cada reunião a que assisti e cada conversa com colegas acrescentaram camadas de compreensão e apreciação pelo trabalho que estamos a realizar na área do desenvolvimento infantil e dos direitos das crianças.


No entanto, esta semana não foi apenas de sucessos e realizações. Também enfrentei desafios e obstáculos que me forçaram a sair da minha zona de conforto. Houve momentos de dúvida e exaustão, especialmente quando me confrontei com tarefas complexas ou tinha que gerir expectativas elevadas. Em certas ocasiões, a pressão para me destacar num ambiente tão competitivo era palpável, levando-me a questionar a minha própria capacidade e preparação.


Mas foi precisamente nestes momentos de incerteza que encontrei uma força interna e motivação que desconhecia possuir. Aprendi a confiar mais em mim mesmo, a aceitar a crítica construtiva e a encarar cada desafio como uma oportunidade para crescer. As longas horas e o trabalho árduo equilibraram-se com a satisfação de superar as minhas próprias limitações e contribuir para um objetivo maior do que eu próprio, ajudando a fazer a diferença na vida de crianças e jovens.


Nos momentos de descanso deste mês, encontrei uma amiga e confidente na minha Vice-Presidente, Gargi. Ela tem sido uma figura de apoio inestimável, tanto profissional quanto pessoalmente. Nos nossos encontros após o trabalho, temos partilhado ideias, discutido estratégias para a CBS UN e, mais importante, cultivado uma amizade sincera. Estes momentos com a Gargi, repletos de conversas significativas e risadas genuínas, têm sido um refúgio acolhedor da agitação do dia a dia. A sua perspetiva única e a capacidade de ver a beleza nos pequenos detalhes da vida têm enriquecido a minha experiência em Copenhaga, lembrando-me constantemente da importância de valorizar as conexões humanas.


Ontem, tive a oportunidade de me afastar temporariamente das responsabilidades do estágio e mergulhar no mundo da arte e da cultura. Junto com outr@s membr@s do CBS International Choir, fui assistir a “Mean Girls” no cinema Palads. A experiência foi eletrizante. O musical, com a sua energia vibrante, humor afiado e mensagens sobre amizade e autenticidade, trouxe uma lufada de frescura e diversão ao meu fim de semana. Saí da sala de cinema a sentir-me o rei do mundo.


Agora, ao chegar ao final desta primeira semana, sinto-me exausto, mas gratificado. Sobrevivi ao turbilhão inicial e estou pronto para enfrentar o que vier a seguir. Este estágio está a moldar-me não apenas como profissional, mas também como pessoa, ensinando-me lições valiosas sobre resiliência, trabalho em equipa e liderança. Cada dia traz uma nova descoberta sobre o campo em que estou a trabalhar, as pessoas com quem interajo e, mais importante, sobre mim mesmo.


Enquanto me preparo para a próxima semana, com os seus desafios e triunfos, sinto uma onda de expectativa e determinação. Estou ciente de que esta jornada de estágio será uma das mais formativas da minha vida. É um caminho que estou a percorrer não apenas como um estudante em busca de experiência profissional, mas como um jovem adulto em busca do seu lugar no mundo. E, nesse processo, estou a tornar-me cada vez mais no indivíduo que aspirei ser, alguém capaz de fazer a diferença, não só na minha vida, mas também na vida d@s outr@s ao meu redor.


Janeiro, tradicionalmente o mês do ano que menos me agrada, revelou-se um período de significativos contrastes. Enfrentei o inverno dinamarquês, com a sua escuridão e frio, que se mostraram desafiantes, mas, ao mesmo tempo, este mês transformou-se num impulso inesperado para a concretização de sonhos importantes. A publicação ontem de uma entrevista que dei em junho é um exemplo claro desta dualidade, proporcionando-me um misto de humor e introspeção. Ao revisitar as minhas palavras e pensamentos de há alguns meses, pude aferir o quanto evoluí, tanto pessoal como profissionalmente. Momentos de conquista como os desta semana têm sido os pontos luminosos deste mês de janeiro, iluminando os dias mais cinzentos e reforçando a minha paixão e empenho nos objetivos a que me proponho.

 
 
 

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