Sexta-feira, 17 de novembro de 2023
- Duarte Carrasco
- 23 de dez. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de jul.
Hoje, vivi um dos dias mais marcantes e inesquecíveis da minha vida. A noite estava reservada para a CBS Community Awards Gala, uma iniciativa pioneira da CBS Students, a associação de estudantes da CBS, que prometia reunir e celebrar o melhor da nossa comunidade académica. O ambiente era de pura elegância, com decorações que espelhavam a importância do evento. Ao entrar, senti um misto de expectativa e ansiedade, sabendo que estava nomeado para o prémio de Voluntári@ do Ano, algo que secretamente ansiava, e cuja possibilidade de não ganhar me atormentava.
À medida que a gala se iniciava, a vibração das conversas iniciais e os cumprimentos amistosos preenchiam o espaço. Muitas pessoas aproximaram-se de mim, oferecendo felicitações entusiásticas pelo meu recente cargo como Presidente da CBS UN. Este reconhecimento recordou-me com uma certa nostalgia de como olhava para aquel@s que, antes de mim, tinham trilhado estes caminhos e que agora se encontram a forjar as suas carreiras no mundo profissional. Sentir que completei um ciclo, tornando-me na pessoa que pode inspirar e orientar, confere-me uma profunda satisfação.
A gala desenrolou-se num ritmo vibrante, com momentos de reconhecimento e celebração das diversas contribuições à comunidade. Com cada anúncio, o meu coração batia mais forte, uma tensão crescente que só encontrava paralelo na excitação palpável que permeava a sala. Então, chegou o momento crucial, a categoria em que estava nomeado, e senti uma onda de nervosismo avassalar-me.
Quando finalmente ouvi o meu nome, Duarte Carrasco, ser anunciado como @ vencedor(a), por breves instantes, tudo à minha volta pareceu congelar. Ergui-me, quase sem acreditar, atravessando o salão entre aplausos e olhares admirativos d@s presentes. Cada passo em direção ao palco era um misto de triunfo e surpresa, uma sensação quase etérea que me envolvia.
Ao subir ao palco, senti o foco de todas as atenções virar-se para mim, com as luzes intensas a iluminarem o momento. O Stanislas, apresentador da gala e atual Diretor de Rede da CBS Students, posição que outrora me pertenceu, esperava-me com um sorriso encorajador. Com a elegância que lhe é característica, ele entregou-me o prémio, uma estatueta que simbolizava o reconhecimento do meu trabalho voluntário ao longo dos últimos quatro anos na CBS. Ao pegar nela, senti o seu peso concreto nas minhas mãos, uma sensação que me ancorou à realidade daquele momento marcante.
Com a estatueta segura entre as minhas mãos, virei-me para a audiência e iniciei o meu discurso. As palavras fluíam de forma quase automática, mas carregadas de um significado profundo. Agradeci a honra e o reconhecimento, sentindo a cada palavra pronunciada a importância daquele momento. O orgulho e a alegria refletidos nos rostos d@s meus/minhas colegas, especialmente da minha melhor amiga e Vice-Presidente Gargi, eram palpáveis.
Quando a gala terminou e regressei ao meu quarto, a solidão do espaço contrastou drasticamente com a energia da cerimónia. Sentado na cama, num quarto agora silencioso, deixei-me levar pelas emoções que até então haviam sido contidas. As lágrimas começaram a fluir, primeiro timidamente, depois num choro profundo e libertador.
Na quietude do meu quarto, as lágrimas que escorriam pelo meu rosto marcavam o epílogo de uma jornada iniciada há anos. Cada uma dessas gotas refletia as inúmeras noites insones dedicadas à meticulosa preparação de cada detalhe, para que as escolhas que eu fizesse, as iniciativas que liderasse, não se resumissem apenas a um serviço prestado à comunidade, mas também construíssem pontes entre a minha perceção do mundo e o papel que nele desempenho.
Nesse momento de introspeção e vulnerabilidade, as lágrimas eram um símbolo de um alívio e uma felicidade que iam além do superficial – eram a expressão de uma realização palpável. Cada lágrima era a afirmação de que cada hora de dedicação, cada obstáculo superado e cada dúvida enfrentada me conduziram até este ponto de reconhecimento e uma profunda gratidão pelo percurso trilhado até aqui.
Este prémio transcende um mero reconhecimento pessoal; é a materialização do impacto que podemos ter na vida d@s outr@s, do valor incalculável do serviço comunitário e da diferença significativa que um indivíduo pode fazer. Agora, com uma nova semana à porta, marcada pelas eleições para o Conselho Académico da CBS e pelo meu 23.º aniversário, sinto uma energia renovada e uma motivação redobrada para continuar a fazer a diferença.

Comentários