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Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Atualizado: 25 de jan.

Hoje assinala-se um momento verdadeiramente notável na minha jornada digital: o vídeo dos ovos, o catalisador que elevou a minha presença no universo online, atingiu um milhão de visualizações no TikTok. Este vídeo, que partilhei inicialmente no dia 20 de abril de 2020, imortaliza um momento de cumplicidade culinária entre mãe e filh@, revelando um instantâneo de espontaneidade e inocência que conquistou corações por todo o mundo. No Instagram, esta mesma sequência já capturou a atenção de mais de 7 milhões de pessoas, graças a um repost que fiz no ano passado, por ocasião do Dia da Mãe. Contudo, foi no TikTok que esta aventura começou, catapultando-me para o estrelato digital e conferindo-me o apelido carinhoso de “Beto de Cascais” pel@s utilizador@s da internet.


Ao recordar-me do Duarte de 19 anos, um jovem entusiasta que embarcou numa licenciatura de negócios internacionais na CBS, uma prestigiada instituição na vanguarda do ensino, situada num dos países mais avançados do globo, a Dinamarca, e que viu a sua trajetória interrompida por uma pandemia global, obrigando-o a regressar a Cascais após apenas seis meses de descobertas e experiências enriquecedoras, consigo agora compreender o impacto transformador daquele vídeo que, à primeira vista, poderia parecer insignificante. O vídeo dos ovos não foi apenas o início, mas o prelúdio de uma odisseia digital marcada por embates com a imprevisibilidade das redes sociais. Fui protagonista de momentos desafiantes, como a minha participação na TikTok Summer Week, um evento que reuniu criador@s de conteúdo no auge da pandemia e onde me vi envolto numa onda de cancelamento, ou quando os meus vídeos foram sistematicamente distorcidos e destacados pela infame página "Cringe Portugal" no Instagram, uma plataforma seguida por figuras públicas que sempre admirei.


Estas vivências precipitaram um desenvolvimento pessoal e profissional em mim mais acelerado do que seria expectável para alguém da minha idade, forçando-me a mergulhar numa profunda reflexão sobre quem sou e o papel que ambiciono desempenhar neste vasto universo digital. Compreendi que, ao partilhar pedaços da minha vida online, o conteúdo deveria ir além da mera sátira, aspirando a ser uma fonte de valor e de inspiração para falantes da língua portuguesa de todas as idades. A minha trajetória, embora única, carrega o potencial de motivar aquel@s que me seguem, uma vez que representa um estilo de vida almejado por muit@s, inclusive pelo Duarte de há uns anos para cá. Reconheço a raridade da oportunidade de estudar no exterior e a audácia de proclamar a ambição de um dia assumir a Presidência da República Portuguesa. Estas facetas, acredito, não devem ser utilizadas meramente para motivar, mas também para promover uma reflexão crítica sobre a necessidade de enriquecer o universo digital com conteúdos que se distanciem do banal e do superficial.


Embora atualmente considere a minha participação na TikTok Summer Week uma decisão de mérito duvidoso, especialmente tendo em conta que o evento decorreu em Vilamoura, uma zona que, no verão de 2021, estava a ser severamente afetada por um surto de COVID-19, tenho de admitir que, não fosse por essa experiência, não teria conhecido pessoas que hoje classifico como bons/boas colegas. Estes episódios revelam-se como verdadeiros dilemas, carregados de complexidade, mas também me ensinaram que até nos cenários mais polémicos podem emergir amizades profundas e lições inestimáveis. A minha incursão pelo universo digital tem sido uma viagem recheada de variadas vivências, umas repletas de obstáculos, outras coroadas de êxitos, mas todas fundamentais na construção da pessoa que me tornei hoje – alguém empenhad@ em utilizar a sua visibilidade não só para entreter mas também para inspirar e incitar à reflexão e ao pensamento crítico.


Hoje não marca apenas um ponto de viragem pessoal significativo, ao celebrar o marco de um milhão de visualizações no vídeo que me catapultou para o estrelato digital, mas também o aniversário da estreia da minha prima Alice n’“O Triângulo”, o reality show que captou a atenção do público português no ano passado. Este projeto, apresentado por Cristina Ferreira – uma personalidade pela qual nutro um profundo respeito e admiração –, emergiu como uma celebração inovadora dos 30 anos da TVI, distinguindo-se de todos os formatos anteriores pela sua originalidade e dinamismo. Desde os primeiros castings, estive ao lado da Alice, e a emoção de testemunhar o seu sucesso na televisão nacional foi um momento de orgulho que me emocionou profundamente. Estes acontecimentos paralelos enchem-nos de realizações, inspirando-nos imensamente. Guardo com carinho os nossos primeiros passos neste universo do entretenimento, criando conteúdos que, embora por muit@s considerados "cringe", foram a base das nossas carreiras no meio digital.


Num dia repleto de celebração e carregado de expectativa, encontro-me agora no aeroporto, ansiosamente à espera da chegada da minha estimada amiga Madá, que decidiu visitar a vibrante cidade de Copenhaga, trazendo consigo a sua amiga Inês. A sua visita promete injetar um novo ânimo na minha agenda densamente preenchida, atualmente dominada por um leque diversificado de compromissos, entre os quais se destacam o exigente estágio, os desafios do mestrado e, não menos importante, a promoção da CBSMUN. Esta última é uma iniciativa pioneira que acontecerá já no próximo mês, no âmbito das simulações ONU, concebida e desenvolvida sob os auspícios da CBS UN, organização que tenho o privilégio de presidir.


Motivado pelos valores de hospitalidade e camaradagem que sempre pautaram a minha conduta, optei por acolher a Madá e a Inês na minha residência. Este ato reflete o meu desejo profundo de proporcionar-lhes uma experiência acolhedora e memorável durante a sua estadia em Copenhaga, reiterando a importância que atribuo às relações de amizade verdadeira e ao bem-estar d@s meus/minhas amig@s, mesmo em meio à turbulência da minha rotina diária. A decisão de abrir as portas do meu lar a estas duas queridas amigas insere-se num contexto de uma vida marcada por uma série infindável de obrigações académicas e profissionais. No entanto, é precisamente este gesto de hospitalidade que me permite relembrar os verdadeiros pilares da minha existência: a importância das relações humanas, a generosidade e o apoio mútuo. Estou convicto de que a presença da Madá e da Inês irá enriquecer os meus dias, trazendo alegria e leveza a uma rotina que, por vezes, se afigura excessivamente exigente e monótona.


Ontem decorreu a Assembleia Geral da Associação Portuguesa na Dinamarca, um evento marcante onde fui eleito para um lugar na Direção, enchendo-me de um contentamento ainda mais profundo do que o habitual. Recordo-me como se tivesse sido ontem o dia em que conheci a Mónica, até então Presidente da Associação, que ontem anunciou a sua renúncia ao cargo. Desde aquele encontro inicial em agosto de 2019, a Mónica revelou-se uma peça crucial na minha adaptação a este país, acolhendo-me com uma generosidade inesquecível, apesar de sermos complet@s estranh@s, unid@s apenas por uma ténue ligação familiar – o meu tio conhecia a mãe dela de Portugal. Parece obra do destino que, logo à minha chegada à Dinamarca, tenha sido a Presidente da Associação Portuguesa a primeira pessoa a estender-me a mão.


O meu envolvimento com a Associação intensificou-se após uma participação memorável no Magusto e a minha presença assídua em diversos eventos ao longo do último ano. A estreita amizade que desenvolvi com a tia Susana, figura proeminente da Direção que conheci por intermédio da Associação e com quem criei laços de inabalável proximidade, aliada à minha dedicação em divulgar os eventos da Associação junto de nov@s membr@s, especialmente entre @s jovens – um segmento notoriamente desafiador de cativar na nossa comunidade –, não passou despercebida. Foi nesse contexto que a Mónica me convidou a marcar presença na Assembleia Geral. Ali, testemunhei não apenas o seu afastamento da liderança como também me vi eleito de uma forma surpreendentemente espontânea, num momento que me pareceu ser um verdadeiro reflexo da minha essência.


Recentemente, após abandonar a minha posição no CBS International Choir, senti um vazio que parecia insuperável. No entanto, esse espaço foi preenchido de maneira significativa ontem. A tia Susana, sentada ao meu lado, apertou-me a mão num gesto de pura felicidade quando o resultado da votação me foi favorável. Esse instante de conexão genuína e alegria compartilhada permanecerá comigo eternamente. Antecipando a partida da Madá e da Inês, marcada para a manhã de sexta-feira, já planeei um jantar de celebração com a tia Susana, como forma de assinalar esta nova etapa do meu percurso na Dinamarca. Mas, por agora, devo apressar-me – já as avisto ao longe, a chegarem com as suas malas, prontas para dar início a esta breve, mas promissora visita.

 
 
 

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