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Quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Um detalhe que, à primeira vista, pode parecer insignificante, mas que rapidamente se pode tornar um custo significativo, é a embalagem. No início, é fácil ignorar este pormenor e concentrarmo-nos apenas no produto em si, assumindo que a embalagem será apenas um acessório secundário, um mero invólucro transitório entre o armazém e as mãos d@ comprador(a). Mas não é bem assim. A embalagem desempenha um papel muito maior do que aparenta – não só protege o produto durante o transporte, como é um dos primeiros elementos que definem a experiência d@ cliente e a perceção da marca. Uma embalagem cuidada transmite profissionalismo, atenção ao detalhe e preocupação com a qualidade. Cada caixa, cada etiqueta, cada detalhe da forma como o produto chegará às mãos d@ comprador(a) influenciará a forma como est@ vê o Bubtex. Será o primeiro contacto físico com a marca e, muitas vezes, determinará se a primeira impressão é positiva ou negativa. E no mundo das vendas online, onde a experiência tátil e visual é limitada até ao momento da entrega, esse primeiro impacto é crucial.


O problema? Isto tem um custo real. Aquela caixa que se abre em segundos e, na maioria das vezes, acaba no lixo pode custar entre 50 cêntimos e 1,50 euros por unidade, dependendo do material e do nível de personalização. Se pensarmos apenas no custo unitário, o valor até pode parecer irrelevante, mas quando multiplicado por centenas ou milhares de envios, transforma-se numa despesa significativa que não pode ser ignorada. Além disso, há outras variáveis a considerar: uma embalagem personalizada com o logótipo da marca pode reforçar o reconhecimento e tornar a experiência mais memorável, mas também eleva os custos. A escolha entre uma caixa de cartão reciclável e uma embalagem de plástico resistente pode afetar tanto a perceção d@ cliente quanto a sustentabilidade do produto. A embalagem não pode ser vista como um simples custo adicional, mas sim como um investimento estratégico na experiência d@ consumidor(a). E não basta que tenha um bom design ou que represente a identidade da marca; a embalagem tem também de garantir proteção suficiente para evitar danos durante o transporte.


Para além dos custos fixos, como o pagamento obrigatório d@ contabilista – que representa uma despesa mensal inegociável –, da subscrição da plataforma do website, do investimento em tráfego pago para garantir visibilidade e das licenças e certificações necessárias para operar dentro da legalidade, existem também custos variáveis que não podem ser ignorados. Estes incluem o número de encomendas realizadas, os custos de transporte, as embalagens dos produtos e até taxas adicionais que possam surgir em função da logística e da gestão de clientes. Além disso, há ainda os custos administrativos e estratégicos que, embora não sejam obrigatórios por lei, tornam-se praticamente indispensáveis para o crescimento do projeto. A contratação de serviços externos, como um(a) designer para a identidade visual, um(a) fotógraf@ para imagens promocionais ou mesmo um software de gestão de clientes, pode parecer um luxo num orçamento apertado, mas, a longo prazo, pode ser a diferença entre uma marca profissional e uma que passa despercebida. Pequenos detalhes podem afetar a perceção d@ cliente e as vendas.


Definir um preço de venda sem incluir estas variáveis será um erro. É fácil cair na tentação de calcular apenas o custo de produção de cada unidade e assumir que tudo o resto pode ser compensado mais tarde, mas essa abordagem pode comprometer seriamente a sustentabilidade do negócio. O preço do produto precisa de refletir todas as despesas envolvidas na operação. Cada euro gasto na manutenção do site, cada campanha de publicidade paga, cada serviço contratado terá um impacto direto na margem de negócio final. Definir um preço de venda sem incluir estas variáveis será um erro. A construção do modelo financeiro do Bubtex passa, acima de tudo, por compreendermos que o nosso negócio não sobreviverá apenas com base na venda de produtos. É fundamental garantir um equilíbrio entre os custos operacionais e as receitas geradas, permitindo que a empresa cresça de forma sustentável. Se estes custos não forem devidamente contabilizados desde o início, há o risco de chegar ao fim do mês com um volume razoável de vendas, mas com um saldo negativo – um erro que nos levará a fracassar prematuramente.


Mas, para além da burocracia e das contas, há uma fase do processo que me parece, de longe, a mais entusiasmante: a construção da identidade da marca. Depois de tantas decisões pragmáticas, onde cada escolha envolve números, cálculos e projeções financeiras, pensar no branding dará, em breve, a sensação de que o projeto está finalmente a ganhar forma. Será o momento em que o Bubtex deixará de ser apenas um conceito técnico para se transformar numa marca com personalidade própria, capaz de captar a atenção. O branding é a camada emocional que envolve o produto e que cria uma ligação imediata com quem o vê pela primeira vez. Antes de alguém testar a tecnologia, será a identidade visual a transmitir confiança. Se essa primeira impressão não for forte, dificilmente alguém se dará ao trabalho de explorar mais a fundo o que torna o Bubtex tão especial. Num mercado saturado, onde @s consumidor@s são bombardeados diariamente com novos produtos, uma identidade visual bem estruturada pode ser a diferença entre captar ou perder a atenção de um(a) potencial cliente em poucos segundos.


Será essencial garantir um logótipo profissional, um esquema de cores coeso e uma estética bem definida. Pequenos detalhes, como a escolha das fontes, a harmonia entre os elementos gráficos ou até o espaçamento entre letras e imagens, podem parecer irrelevantes à primeira vista, mas, na realidade, influenciam profundamente a perceção de qualidade e credibilidade. A identidade visual de uma marca não se limita a um logótipo bonito – é a forma como essa marca se apresenta ao mundo, a consistência com que comunica e a emoção que desperta em quem a vê pela primeira vez. Uma identidade visual bem trabalhada facilita toda a comunicação da marca, tornando-a mais coerente e profissional. Quando tudo está bem estruturado desde o início, cada novo material de comunicação – seja um post nas redes sociais, um anúncio pago ou um simples e-mail para um(a) potencial cliente – já nasce alinhado com a marca. Cada elemento da identidade visual deve reforçar a mensagem certa, garantindo que, ao primeiro olhar, o Bubtex transmite exatamente aquilo que queremos que seja percebido: inovação, credibilidade e eficiência.


A determinada altura, tornou-se evidente que, por mais que nos esforçássemos, havia aspetos do projeto que exigiam competências para além do nosso alcance imediato. Tentar fazer tudo internamente, entre mim, a minha mãe e o meu tio, revelou-se uma estratégia limitada – sobretudo quando entrámos no território mais sensível da construção visual da marca. Ainda experimentámos algumas ideias caseiras, inspirad@s por outras marcas ou por exemplos que víamos online, mas percebemos rapidamente que isso não bastava. A criação de uma identidade visual eficaz exigia mais do que bom gosto ou sentido estético – requeria conhecimento técnico e sensibilidade estratégica. Estávamos a lidar com algo que não podia ser tratado como uma mera formalidade. Era ali que o Bubtex ganhava forma aos olhos do público, e cada escolha gráfica – por mais subtil que fosse – teria impacto na forma como a marca seria lida, reconhecida e lembrada. Compreendemos, então, que seria necessário recorrer a alguém com formação na área do design para nos ajudar a construir uma linguagem visual coerente e profissional.


Um(a) designer não só garantirá a criação de um logótipo versátil e tecnicamente adaptável a diferentes formatos e contextos – com versões específicas para fundos claros e escuros, com e sem slogan, em variações horizontais e verticais – como também nos proporcionará uma base visual sólida e duradoura para o futuro da marca, sob a forma de um manual de identidade visual. Esse manual não será apenas um documento técnico, mas uma ferramenta estratégica fundamental para garantir coerência em todas as manifestações gráficas do Bubtex. Permitirá definir com precisão as cores principais e secundárias da marca, incluindo os códigos RGB e CMYK, os tipos de letra a utilizar em diferentes contextos, o espaçamento entre elementos, os usos corretos e incorretos do logótipo, e diretrizes para aplicação em redes sociais, papelaria, embalagens e materiais digitais. Com essa base bem estruturada, qualquer conteúdo visual que venhamos a criar – seja um post nas redes sociais, uma brochura para evento ou a própria navegação no website – passará a ser muito mais intuitivo de desenvolver.


Depois da entrega do manual de identidade visual por parte d@ designer, iremos finalmente passar à fase seguinte: aplicar essa linguagem gráfica de forma consistente em todos os pontos de contacto com o público. Queremos que a embalagem do Bubtex seja uma extensão da marca: simples, funcional e imediatamente associável ao universo visual que estamos a construir. @ designer poderá ajudar a definir as proporções ideais para a composição gráfica na embalagem, o posicionamento do logótipo, a integração das cores principais e até o tom de voz das instruções ou mensagens impressas nas caixas. Tudo deverá transmitir a mesma linguagem, a mesma energia, o mesmo compromisso com a inovação e com a clareza. A embalagem deixará de ser vista apenas como um invólucro – passará a ser tratada como o primeiro contacto físico com a promessa da marca. Desde a textura do material até ao formato do fecho ou à presença (ou ausência) de elementos decorativos, tudo será pensado ao pormenor. E, claro, cada detalhe gráfico terá de respeitar as proporções e margens definidas no manual, criando uma experiência de unboxing coesa e memorável.


A arquitetura do site será desenhada para guiar @ utilizador(a) com naturalidade desde o primeiro clique até ao momento da compra. Haverá espaço para apresentar a tecnologia por detrás do Bubtex de forma acessível, bem como para esclarecer dúvidas frequentes, destacar casos de aplicação e facilitar pedidos de orçamento personalizados. Já assegurámos o domínio principal e os subdomínios estratégicos, bem como os endereços de email institucionais, para que toda a comunicação tenha uma aparência profissional e credível desde o primeiro contacto. A credibilidade online começa muito antes de se ler uma frase – começa na imagem geral, na coerência estética e na sensação de segurança que o site transmite. O nosso objetivo é que, mal aterrem na página, @s visitantes tenham a sensação de estar a entrar num ecossistema bem pensado, onde cada detalhe comunica excelência, clareza e fiabilidade. Não basta vender um produto. Queremos criar uma experiência digital que reforce a nossa missão: tornar a inovação tecnológica acessível, transparente e centrada nas pessoas.

 
 
 

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