Quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
- Duarte Carrasco
- 23 de dez. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 15 de jul.
Hoje, Taylor Swift foi eleita “Personalidade do Ano” pela revista Time norte-americana, sucedendo a figuras de renome como Barack Obama, Greta Thunberg ou Volodymyr Zelensky. Com apenas 33 anos, os feitos de Taylor são tão inúmeros que para a Time “enumerá-los parece quase irrelevante”. A publicação descreve-a como uma “contadora de histórias extraordinária”, uma característica que foi decisiva na escolha de Swift como personalidade do ano. A revista vai ao ponto de compará-la a outras lendas da música, como Elvis Presley, Michael Jackson ou Madonna.
O ano de 2023 tem sido repleto de recordes para Taylor Swift, desde as nomeações até aos prémios conquistados, com uma digressão mundial que promete tornar-se na mais lucrativa de sempre. Ela iniciou a sua carreira no country, mas rapidamente se reinventou no pop, um estilo musical que me fez gradualmente tornar-me fã. Recordo-me perfeitamente de ter 12 anos e estar no 6.º ano de escolaridade, quando as músicas “We Are Never Ever Getting Back Together” e “I Knew You Were Trouble” tocavam por todo o lado. No 9.º ano, tornou-se uma constante: em todas as festas de aniversário a que fui, era garantido que se ouvissem êxitos como “Shake It Off”, “Blank Space” e “Bad Blood”.
Em agosto de 2021, após o tumulto causado pela minha participação numa casa de TikTokers em Vilamoura, numa altura em que a cidade estava infestada de casos de COVID-19, tornei-me alvo de cancelamento nas redes sociais. Mesmo tendo esclarecido que tod@s @s participantes haviam sido testad@s previamente e tendo explicado que não poderia ser responsabilizado por qualquer transmissão do vírus, pois era apenas um convidado e não o organizador, a internet decidiu que era o momento de me retirar do estrelato, alegando que eu era irritante e não merecia o hype que me tinha sido previamente atribuído. Foi neste contexto que me inspirei na música “Look What You Made Me Do” de Taylor Swift e, a 1 de janeiro de 2022, lancei a minha primeira paródia musical “Estou Bem Melhor Que Tu”, com a qual quis deixar claro que, apesar das tentativas de cancelamento, eu sou incancelável.
Taylor Swift foi-se entranhando cada vez mais na minha vida. Conforme ia assistindo a entrevistas da cantora, mais me identificava com ela; partilhamos o mesmo signo, Sagitário, o que me leva a entender a sua forma de encarar a vida. Sem me dar conta, passei a ouvir exclusivamente os seus álbuns – alguns para estudar, outros para me acompanhar a caminho da escola, uns para chorar, outros ainda para dançar. E claro, desde a “Estou Bem Melhor Que Tu”, comecei também a escolher certas músicas para recriar ao ritmo de letras da minha autoria, narrando as minhas experiências pessoais, como a celebração dos meus “22” anos ou a elaboração e posterior descarte de uma “Lista Negra”, em resposta ao abandono por parte de divers@s criador@s de conteúdo após o meu episódio de cancelamento.
Na sexta-feira 13 de outubro, fui sozinho ao cinema Palads, aqui em Copenhaga, para assistir à estreia mundial do filme-concerto da sua digressão, “Taylor Swift: The Eras Tour”. Naquele momento, não tinha consciência de que estava perante um filme daquela que seria eleita a personalidade do ano pela Time. É curioso como, por acaso, ao longo destes últimos anos, escolhi como inspiração a pessoa mais influente do momento. Questiono-me se tenho uma boa intuição ou se sou simplesmente alguém que segue as tendências. Lamento por aquel@s que compartilham esta época histórica com uma das personalidades mais marcantes de todos os tempos e não estão a valorizá-la plenamente.
A escolha de Taylor Swift como personalidade do ano pela Time não é apenas um reconhecimento do seu sucesso musical, mas também um testemunho do seu impacto cultural profundo. Swift transformou-se numa voz influente não só no âmbito da música, mas também como um ícone de resiliência e inovação. A sua habilidade de se reinventar artisticamente, mantendo uma conexão genuína com @s fãs, valida a sua influência e destaca o poder da arte e da criatividade na sociedade contemporânea.
Ao regravar os seus primeiros álbuns para recuperar os direitos sobre a sua própria música, Taylor Swift redifiniu a narrativa dos direitos de autor e a luta pela autonomia artística. Este feito, juntamente com o sucesso estrondoso da sua digressão e a presença constante nos meios de comunicação, destaca a sua importância tanto como artista quanto como empresária. A sua habilidade de contar histórias, tanto nas suas letras como na forma como gere a sua carreira, faz dela uma figura emblemática na indústria da música.
A revista Forbes classificou este ano Taylor Swift como a quinta mulher mais poderosa do mundo. À sua frente estão figuras bem conhecidas, tais como Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu, e Kamala Harris, Vice-Presidente dos Estados Unidos da América. Segundo a revista norte-americana, a cantora atingiu o estatuto de bilionária em outubro, graças aos rendimentos da sua digressão “The Eras Tour” e ao valor do seu catálogo musical. Swift é a primeira artista a nível mundial a entrar para a lista de bilionári@s exclusivamente com base nas suas canções e atuações.
A posição de Taylor Swift como uma das mulheres mais poderosas do mundo, conforme apontado pela Forbes, e a sua influência na economia e na política cultural refletem a crescente importância das mulheres em posições de liderança e influência. A sua história é uma fonte de inspiração para muit@s, demonstrando que a paixão, a dedicação e a integridade podem levar ao reconhecimento mundial e à capacidade de influenciar positivamente o mundo à nossa volta.
No dia 24 de maio de 2024, estarei em Portugal para assistir à primeira atuação de Taylor Swift no meu país natal. Coincidentemente, o concerto ocorre seis meses antes do “Dia D”, o dia 24 de novembro de 2024, data em que celebrarei o meu 24.º aniversário durante 24 horas. Matematicamente falando, ao chegarmos à metade do ano, é como se já pudéssemos arredondar para o aniversário seguinte. Assim, encaro o concerto de Taylor Swift como uma celebração antecipada do aniversário dos meus sonhos. Serão os 24 do Duarte Carrasco (Taylor’s Version).

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